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Poema

Sacos beges de estopa, enrolados até a boca.
Dentro deles produtos variados.
Grãos, temperos, chás.
Folhas secas, pó, partes, talos,
retalhos de galhos…
Para curar, para se deliciar, para temperar,
produtos da terra.
Tudo tons de marrom, tudo cheio de texturas,
podemos sentir, ao primeiro olhar.

Pele a pele, o humano e a natureza,
aproximados como os diversos,
grandes e pequenos, sacos abertos,
entre si apertados.
Salta aos olhos, as diferentes medidas
para se pesar ou simplesmente somar:
um copo de vidro, uma taça de metal.
Diferentes parâmetros também convivem aqui.
Vários modos em um modo de viver.
Imagem de um mercado/momento de tudo:
hora de vender e comprar, de passear,
de paquerar, de beber um trago,
de bater um papo, de travar uma discussão,
antes ou depois do feijão.

RÔ REYES